Um amigo reclamava inconsolavelmente da incoerencia que ele detectava na questão de oportunidades de trabalho noBrasil. Principalmente na área da Saude onde ele há muito tempo atuara e para a qual se preparava, reciclando-se dia e noite para retornar ás atividades. O seu inconformismo, no entanto, girava em torno da falta de qualificação de profissionais a que o Governo e a Sociedade em geral tanto debatia sem, no entanto, serem coerentes com o tema, pois, no seu caso, tinha quase duas décadas de formação e uma extensa lista de amigos e ex pacientes (os quais tivera a oportunidade de prestar cuidados) que o elogiavam sempre. Mas, mesmo assim, devido á um periodo de aproximadamente cinco anos morando no exterior e, consequentemente, afastado da função, resolvera retornar trazendo consigo uma maior consciencia da responsabilidade proposta e algum now roll adquirido em Paises Europeus por onde se aventurara enquanto estivera distante das Clinicas e Hospitais do Brasil. Eram grandes e incompreensiveis as barreiras que se levantavam diante de si. Alguns dos Hospitais em que ele atuara e outros que ele distribuia os seus curriculos com suas experiencias, convocavam-no para entrevistas, porem, deixavam-no sempre com suas expectativas e ansiedades sem sequer lhe darem o retorno que prometiam, mesmo no caso de negativa a sua admissão.
"A falta de ética, entretanto, não é menor que a responsabilidade com a qualidade na prestação de serviços na Saude."-pensava. O consolo de meu amigo, contudo, era saber que um dia a sua oportunidade surgiria, mesmo porque, enquanto isso ele era incansável na sua luta diaria para terminar a graduação em Pedagogia, a qual, confiava piamente que lhe daria, depois de formado, a qualificação e habilitação suficiente para que mesmo não estivesse ao lado de seus pacientes a maioria do tempo que lhe cabia (o tecnico em enfermegem é o unico profissional que dedica a maior parte de seu tempo ao lado do enfermo), mas com certeza iria, de algum jeito, ajudar a formar e capacitar melhor os profissionais que deveriam ser mais responsáveis com a Saude e o bem estar do Cidadão. E eu encorajava-o sempre ao lhe dizer que certamente ele ainda seria de uma enorme importancia para a sua Comunidade, como ele sempre sonhava e, quiçá para o seu País, de onde ele não mais queria e nem pensava em jamais se afastar de novo.
O meu amigo não admitia ser considerado. Ele só queria respeito. O mesmo respeito que lhe tiveram no mundo as outras culturas, as outras pessoas, nos outros Países...
O meu amigo não admitia ser considerado. Ele só queria respeito. O mesmo respeito que lhe tiveram no mundo as outras culturas, as outras pessoas, nos outros Países...