terça-feira, 19 de abril de 2011

ARREPENDIMENTO NÃO MATA, RECICLA!


Um amigo reclamava inconsolavelmente da incoerencia que ele detectava na questão de oportunidades de trabalho noBrasil. Principalmente na área da Saude onde ele há muito tempo atuara e para a qual se preparava, reciclando-se dia e noite para retornar ás atividades. O seu inconformismo, no entanto, girava em torno da falta de qualificação de profissionais a que o Governo e a Sociedade em geral tanto debatia sem, no entanto, serem coerentes com o tema, pois, no seu caso, tinha quase duas décadas de formação e uma extensa lista de amigos e ex pacientes (os quais tivera a oportunidade de prestar cuidados) que o elogiavam sempre. Mas, mesmo assim, devido á um periodo de aproximadamente cinco anos morando no exterior e, consequentemente, afastado da função, resolvera retornar trazendo consigo uma maior consciencia da responsabilidade proposta e algum now roll adquirido em Paises Europeus por onde se aventurara enquanto estivera distante das Clinicas e Hospitais do Brasil. Eram grandes e incompreensiveis as barreiras que se levantavam diante de si. Alguns dos Hospitais em que ele atuara e outros que ele distribuia os seus curriculos com suas experiencias, convocavam-no para entrevistas, porem, deixavam-no sempre com suas expectativas e ansiedades sem sequer lhe darem o retorno que prometiam, mesmo no caso de negativa a sua admissão.
"A falta de ética, entretanto, não é menor que a responsabilidade com a qualidade na prestação de serviços na Saude."-pensava. O consolo de meu amigo, contudo, era saber que um dia a sua oportunidade surgiria, mesmo porque, enquanto isso ele era incansável na sua luta diaria para terminar a graduação em Pedagogia, a qual, confiava piamente que lhe daria, depois de formado, a qualificação e habilitação suficiente para que mesmo não estivesse ao lado de seus pacientes a maioria do tempo que lhe cabia (o tecnico em enfermegem é o unico profissional que dedica a maior parte de seu tempo ao lado do enfermo), mas com certeza iria, de algum jeito, ajudar a formar e capacitar melhor os profissionais que deveriam ser mais responsáveis com a Saude e o bem estar do Cidadão. E eu encorajava-o sempre ao lhe dizer que certamente ele ainda seria de uma enorme importancia para a sua Comunidade, como ele sempre sonhava e, quiçá para o seu País, de onde ele não mais queria e nem pensava em jamais se afastar de novo.  
O meu amigo não admitia ser considerado. Ele só queria respeito. O mesmo respeito que lhe tiveram no mundo as outras culturas, as outras pessoas, nos outros Países... 

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